23 de mar de 2011

Tudo mudou!

E então que eu disse que a minha vida estava passando por uma grande mudança não foi ? Pois é!

Essa mudança tem 6cm, está dentro de mim há 13 semanas, é uma menininha e vai se chamar Yris !

Sim, estou gravidíssima, gravidérrima !!!!! E explodindo de felicidade!!!

E não é que a melhor coisa que eu fiz foi não fazer resolução nenhuma de ano novo ?! Afinal:

“As melhores coisas acontecem quando a gente menos espera !!!”

Agora vocês vão ter que me agüentar no meu outro blog, onde eu vou escrever muito muito e muito sobre essa experiência maravilhosa!


18 de mar de 2011

História de aquecer o coração

Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras.

No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando.

Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava.

Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!”

Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento.

Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta.

O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane.

Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa. Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente.

A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim.

Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente.

Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado.

Eu me senti libertado enquanto ela chorava.

A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora. No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo.

Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais.

Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs.

Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis. Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio” ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho.

Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo.

Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio” Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório. No segundo dia, foi mais fácil para nós dois.

Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho.

O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado. No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei. 

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse.

Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias. A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração….. Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos. 

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”.

Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa.

Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos.

Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço.

Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento. Mas o seu corpo tão magro me deixou triste.

No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.

Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”. Eu não consegui dirigir para o trabalho…. fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia…

Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar”. Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?”

Eu tirei sua mão da minha testa e repeti “Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar.

Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe. A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente.

Eu voltei para o carro e fui trabalhar. Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão.

Eu sorri e escrevi: ”Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”. Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.

Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela.

Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã.

Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso. Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento.

Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco.

Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto.

Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos.

Tenham um casamento real e feliz! Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.

Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir…



17 de mar de 2011

Gente Cretina

Dizia Einstein: "Duas coisas há que são infinitas: o Universo e a estupidez humana. E não tenho certeza quanto a primeira..."

Essa frase descreve bem o meu nível de decepção e perplexidade com o ser humano! Como as pessoas podem ser tão pequenas, cretinas e vazias ? Juro que às vezes não entendo!

Muitas vezes eu preciso ir almoçar sozinha e gente, isso é um saco!!! É chato porque inevitavelmente eu ouço a conversa de outras pessoas que estão almoçando juntas, e escuto cada merda que olha, queria ser surda!

Ontem foi um desses dias!

Duas mocinhas descendentes de orientais comentavam sobre o desastre no Japão e aí resolveram fazer uma observação "super importante" e que faz toda a diferença:

- Nossa, como brasileiro fala errado né ? (Detalhe, como se elas não fossem)

- É mesmo, não aguento mais esse povo falando TISUNAMI, será que eles não entendem que é TSUNAMI, sem o i ?!!!

- Realmente, um absurdo, poderiam prestar mais atenção e falar corretamente!

Juro que minha vontade nessa hora foi dar uma voadora na cara das duas!!!

O Japão se acabando, milhares e milhares de pessoas morrendo, um mega desastre nuclear batendo à porta e você vai se preocupar se estão pronunciado Tsunami errado ?!!!!

Há vá a PQP!!! Me poupem né? Fiquei tão indignada que até perdi a fome!

Queria saber se elas estão utilizando essa mesma indignação com as palavras erradas para ajudar seus compatriotas. Duvido!

11 de mar de 2011

Amizades

Andei pensando tanto sobre amizade ultimamente... Conclusões:

Aprecio no mais alto grau a resposta daquele jovem soldado, a quem Ciro perguntava quanto queria pelo cavalo com o qual acabara de ganhar uma corrida, e se o trocaria por um reino: “Seguramente não, senhor, e no entanto eu o daria de bom grado se com isso obtivesse a amizade de um homem que eu considerasse digno de ser meu amigo”. E estava certo ao dizer se, pois se encontramos facilmente homens aptos a travar conosco relações superficiais, o mesmo não acontece quando procuramos uma intimidade sem reserva. Nesse caso, é preciso que tudo — límpido e ofereça completa segurança.
Montaigne, “Da amizade” (adaptado)


Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
Elmer G. Letterman


Verdade, Verdade, Verdade!! Concordo com os dois pensadores!

1 de mar de 2011

Destruindo uma história boa

Ontem meu marido me convidou para ir ao cinema. Fui super animada achando que iria ver uma baita filme e...escolhemos "Bruna Surfistinha".


Tudo bem vai, de repente o filme é bom, pensei comigo. Mas conforme a história foi se desenrolando...que porcaria!

Eu sempre acho que eu nunca deveria ver um filme que é baseado em um livro, porque sinceramente, a capacidade que os roteiristas tem de "cagar" a história é impressionante!

Claro que o livro não é nenhuma grande obra da literatura mundial, mas como eu ganhei, logicamente que eu li, e por alguns momentos você até acha interessante aquela história da garota adotada que dá N motivos para ter se tornado garota de programa. Ou melhor, quando você conhece a vida da garota e não somente a vida da puta, você diminiu seus preconceitos e passa a não julgar a opção de vida das pessoas. Às vezes não existe um motivo concreto ou um grande drama para ser o que se é!

Já no filme...Aquela garota de programa não te dá nenhum motivo pra ser o que é, e a única coisa que conseguiram focar é em como é difícil fazer sexo como uma grande quantidade de homens!

Enfim, achei o roteiro muito fraco e uma história vazia, que poderia ter sido muito melhor explorada.

Mas, que fique claro, essa é SÓ minha opinião.


UPDATE:

Encontrei essa crítica de Rosane Pavam da Carta Capital que explica exatamente o que eu quis dizer com a minha opinião:

Ninguém rouba da prostituta sua representatividade na cadeia produtiva. Ela ganha para satisfazer o apetite sexual dos outros e está quites comercialmente com a sociedade que explora seus serviços. Assim sendo, por que tanto sofre Bruna Surfistinha? Neste filme produzido a partir do best seller O Doce Veneno do Escorpião, de Raquel Pacheco, a estrear hoje em 350 salas brasileiras com a pinta de quem deseja deixar para trás Capitão Nascimento ou Chico Xavier, Bruna é o que sempre foi, uma Raquel. Este seu nome verdadeiro, na origem hebraica, remete à amorosidade e ao sofrimento. Protagonizada por uma ansiosa Deborah Secco, perfeita para o papel, a garota de programa encarna todo o penar, até quando se diverte com as amigas.

O filme ignora explicações. Mas parece que, desde menina, Surfistinha não se deu bem com a família. Deduz-se das cenas à mesa de jantar que o pai foi indiferente, a mãe, amorosa mas submissa, e o irmão, de palavreado abusivo. Na escola, a professora não valorizou o que ela escreveu. Um colega de classe a humilhou sexualmente pela internet. Seriam motivos para correr ao psicólogo, mas por que a menina vai ao prostíbulo? Na casa de tolerância, as garotaas nem são más com ela. O sofrimento, contudo, prossegue. É triste fazer sexo anal desde o primeiro programa. Participar do jogo da felação (o ato sexual é variado e sugerido no filme, não explícito) com playboys maldosos e pobres gordos de todas as cores a incomoda mais do que a polícia.

E, ainda que aceitemos seu sofrimento sem razão, ela não é uma heroína de cinema americano, que mude a partir do que sofre. Tampouco tem o apetite pela prostituição que o escritor Henry Miller exaltou. Nem pensar na frieza de Belle de Jour no clássico de Luis Buñuel. Bruna, ao contrário de todas essas mulheres ficcionais, jamais deseja mudar sua visibilidade social, cultivar o mistério ou o prazer. Ela quer grana e (o filme hesita) um marido, o que parece ter conseguido como objetivo, mais do que a independência, ao final.

Talvez Bruna Surfistinha possa se orgulhar de um diálogo, aquele estabelecido entre a jovem e um velho cliente no momento em que ela lhe apresenta o negócio próprio. “Você não achava que eu chegaria lá, não é?”, pergunta Bruna. E o cliente lhe responde com uma questão: “Lá onde?” É quando a garota aponta para o computador. “Lá”, deduz o espectador, vem a ser o blog no qual, com verve, ela conquista clientes para os programas de sexo.

O filme tem ótimos atores principais, como Drica Moraes e Cássio Gabus Mendes, além de secundários bem preparados (o jogador Dentinho sorri sem falar). Talvez Bruna Surfistinha valha por eles e por uma trilha sonora de bons climas que, produzida por Tejo Damasceno, Rica e Gui Amabis, com direito à inclusão da faixa Fake Plastic Trees, do Radiohead, distraia o espectador do inevitável vazio.

28 de fev de 2011

Que alegria!

A chegada do Carnaval é motivo de grande alegria!! Pelo menos pra mim!!!

Ando um bagaço de tão cansada e sem pique pra nada, então , nada melhor do que 5 dias de descanso, e o melhor, bem longe de São Paulo!

Semana, passe voando por favor!

Boa semana e bom Carnaval a todos!!!



23 de fev de 2011

Festa no Céu



23 de fevereiro, hoje é um dia muito difícil pra mim. Não digo que é um dia triste, porque em respeito a você eu faço o possível e o impossível pra não deixar a minha saudade se transformar em tristeza. Mas como é difícil meu amor! Que falta você me faz!

Hoje é seu aniversário de 9 anos, e eu fico aqui imaginando como você estaria tagarela nesse dia, e fazendo mil planos pra sua festinha e me dizendo que não, eu não precisava te dar nenhum presente porque você não queria que ninguém gastasse dinheiro com você!

A primeira vez que você me disse isso eu comecei a perceber que você era uma criança especial, um ser que não era desse mundo. Imagina se alguma criança nesse mundo vai recusar um presente porque não quer “que ninguém gaste dinheiro com ela”. Mesmo assim eu nunca te dava ouvidos, e tinha o maior prazer do mundo em escolher um presente bem legal pra você, porque quando você começava a desembrulhar, não tinha sensação melhor no mundo do que ver aquele seu sorriso lindo estampado!

E então eu começo a me lembrar dessas e tantas outras coisas que você me ensinou que eu não me permito ficar triste, porque mesmo que por tão pouco tempo, conviver com você foi a melhor lição de vida que eu já recebi.

Continuo me lembrando de você sempre, todos os dias, todas as horas. Você é meu primeiro pensamento quando eu acordo e o último quando eu vou dormir.

E quando alguma coisa dá errado, ou quando eu ouso pensar em reclamar da vida, eu me lembro de tudo que você lutou e de tudo que você me ensinou, e como não me sentir uma privilegiada quando eu lembro da conversa que tivemos na sua última festa de aniversário aqui na Terra:

- Vamos meu amor, nós estamos atrasados pra festinha, você tem que terminar de se arrumar.

- Já tô pronto!

- Você vai assim mesmo, não quer colocar um bonézinho ?

- Acho que não, vou assim mesmo. Porque eu tô doente né madrinha, e ninguém pode ter preconceito com uma pessoa doente! Vou mostrando minha carequinha mesmo!

E daí eu não tive mais palavras, só consegui te abraçar e morrer de orgulho de você!

E quando eu lembro dessas e de tantas outras lições que você me deu, eu só consigo sentir uma coisa: INVEJA do outros anjos que estão aí no céu fazendo a maior festinha com você! Não tenho dúvidas!

FELIZ ANIVERSÁRIO meu amor! A distância física nunca vai conseguir diminuir o nosso amor! Te amo pra sempre!!!!