1 de mar de 2011

Destruindo uma história boa

Ontem meu marido me convidou para ir ao cinema. Fui super animada achando que iria ver uma baita filme e...escolhemos "Bruna Surfistinha".


Tudo bem vai, de repente o filme é bom, pensei comigo. Mas conforme a história foi se desenrolando...que porcaria!

Eu sempre acho que eu nunca deveria ver um filme que é baseado em um livro, porque sinceramente, a capacidade que os roteiristas tem de "cagar" a história é impressionante!

Claro que o livro não é nenhuma grande obra da literatura mundial, mas como eu ganhei, logicamente que eu li, e por alguns momentos você até acha interessante aquela história da garota adotada que dá N motivos para ter se tornado garota de programa. Ou melhor, quando você conhece a vida da garota e não somente a vida da puta, você diminiu seus preconceitos e passa a não julgar a opção de vida das pessoas. Às vezes não existe um motivo concreto ou um grande drama para ser o que se é!

Já no filme...Aquela garota de programa não te dá nenhum motivo pra ser o que é, e a única coisa que conseguiram focar é em como é difícil fazer sexo como uma grande quantidade de homens!

Enfim, achei o roteiro muito fraco e uma história vazia, que poderia ter sido muito melhor explorada.

Mas, que fique claro, essa é SÓ minha opinião.


UPDATE:

Encontrei essa crítica de Rosane Pavam da Carta Capital que explica exatamente o que eu quis dizer com a minha opinião:

Ninguém rouba da prostituta sua representatividade na cadeia produtiva. Ela ganha para satisfazer o apetite sexual dos outros e está quites comercialmente com a sociedade que explora seus serviços. Assim sendo, por que tanto sofre Bruna Surfistinha? Neste filme produzido a partir do best seller O Doce Veneno do Escorpião, de Raquel Pacheco, a estrear hoje em 350 salas brasileiras com a pinta de quem deseja deixar para trás Capitão Nascimento ou Chico Xavier, Bruna é o que sempre foi, uma Raquel. Este seu nome verdadeiro, na origem hebraica, remete à amorosidade e ao sofrimento. Protagonizada por uma ansiosa Deborah Secco, perfeita para o papel, a garota de programa encarna todo o penar, até quando se diverte com as amigas.

O filme ignora explicações. Mas parece que, desde menina, Surfistinha não se deu bem com a família. Deduz-se das cenas à mesa de jantar que o pai foi indiferente, a mãe, amorosa mas submissa, e o irmão, de palavreado abusivo. Na escola, a professora não valorizou o que ela escreveu. Um colega de classe a humilhou sexualmente pela internet. Seriam motivos para correr ao psicólogo, mas por que a menina vai ao prostíbulo? Na casa de tolerância, as garotaas nem são más com ela. O sofrimento, contudo, prossegue. É triste fazer sexo anal desde o primeiro programa. Participar do jogo da felação (o ato sexual é variado e sugerido no filme, não explícito) com playboys maldosos e pobres gordos de todas as cores a incomoda mais do que a polícia.

E, ainda que aceitemos seu sofrimento sem razão, ela não é uma heroína de cinema americano, que mude a partir do que sofre. Tampouco tem o apetite pela prostituição que o escritor Henry Miller exaltou. Nem pensar na frieza de Belle de Jour no clássico de Luis Buñuel. Bruna, ao contrário de todas essas mulheres ficcionais, jamais deseja mudar sua visibilidade social, cultivar o mistério ou o prazer. Ela quer grana e (o filme hesita) um marido, o que parece ter conseguido como objetivo, mais do que a independência, ao final.

Talvez Bruna Surfistinha possa se orgulhar de um diálogo, aquele estabelecido entre a jovem e um velho cliente no momento em que ela lhe apresenta o negócio próprio. “Você não achava que eu chegaria lá, não é?”, pergunta Bruna. E o cliente lhe responde com uma questão: “Lá onde?” É quando a garota aponta para o computador. “Lá”, deduz o espectador, vem a ser o blog no qual, com verve, ela conquista clientes para os programas de sexo.

O filme tem ótimos atores principais, como Drica Moraes e Cássio Gabus Mendes, além de secundários bem preparados (o jogador Dentinho sorri sem falar). Talvez Bruna Surfistinha valha por eles e por uma trilha sonora de bons climas que, produzida por Tejo Damasceno, Rica e Gui Amabis, com direito à inclusão da faixa Fake Plastic Trees, do Radiohead, distraia o espectador do inevitável vazio.

4 comentários:

Claudia disse...

hum..não sei se quero ver nao. Valeu pela opinião, Dani. Bj!

Claudia disse...

gostei da crítica dela.

Augusto Branco disse...

SER MULHER

Ah, ser mulher!

Ser mulher é ver o mundo com doçura,
É admirar a beleza da vida com romantismo.
É desejar o indesejável.
É buscar o impossível.

O poder de uma mulher está em seu instinto
Porque a mulher tem o dom de ter um filho,
E cuidar de vários outros filhos que não são seus.

Ah, as mulheres!
Ainda que sensíveis
Mulheres conseguem ser extremamente fortes
Mesmo quando todos pensam que não há mais forças.

Mulheres cuidam de feridas e feridos
E sabem que um beijo e um abraço
Podem salvar uma vida,
Ou curar um coração partido.

Mulheres são vaidosas,
Mas não deixam que suas vaidades
Suplantem seus ideais.

Muitas mulheres mudaram o rumo
E a história da humanidade
Transformando o mundo
Em um lugar melhor.

A mulher tem a graça de tornar a vida alegre e colorida,
E ela pode fazer tudo isto quantas vezes quiser
Ser mulher é gostar de ser mulher
E ser indiscutivelmente feliz
E orgulhosa por isso.

- Brunna Paese -

Janine França disse...

a critica está pesada em cima do filme, estou querendo ver, mas estou desanimando

bjnhs

biologadesalto.blogspot.com